domingo, julho 04, 2010

Relato de experiência sobre alfabetização


Fui convidada recentemente pela diretora da outra escola (municipal) para falar sobre alfabetização em uma reunião pedagógica. Ela solicitou que eu falasse sobre a minha experiência como alfabetizadora e também sobre a Psicogênese (níveis) segundo Emília Ferreiro, pois percebeu que havia necessidade pelo fato da maioria das professoras serem novas na escola.
Na hora do convite eu fiquei com receio, pensei “porque logo eu”, ”porque não trazem uma pessoa especializada para falar”, mas depois fiquei super orgulhosa, a final é tão bom, quando nosso trabalho é reconhecido, quando somos valorizados por nossos esforços.
No dia da reunião, eu iniciei falando sobre a minha experiência como alfabetizadora, as dificuldades, a necessidade de buscar aperfeiçoamento e, lógico a contribuição do curso do PEAD. Falei do quanto é difícil o trabalho com alfabetização, pois muitas vezes não temos a colaboração dos pais, falta atendimento especializado para alunos que apresentam dificuldades, muitas escolas não possuem laboratório de aprendizagem, etc. Mas também do quanto é gratificante, de como eu me sinto feliz a cada avanço de um aluno. Também preparei uma apresentação (Power point) sobre a Psicogênese da escrita. Foi uma experiência muito boa, acho que pelo fato de ter apresentado a colegas me senti tranquila. No final nós conversamos e trocamos experiências.

segunda-feira, junho 28, 2010

Reflexão: Falta de interação entre os professores

Um obstáculo que eu percebi durante meu estágio, não uma dificuldade propriamente dita, mas algo que eu observei e que me fez refletir foi à falta de interação com as colegas da escola. Senti-me sozinha durante o estágio, meu trabalho ficou isolado. Infelizmente isso é uma coisa que acontece com freqüência, pois muitos professores não são receptivos a trabalhos inovadores, diferentes daqueles em que estão habituados a realizar no dia-a-dia e também porque faltam momentos para trocas, já que nas reuniões pedagógicas normalmente são tratados apenas assuntos administrativos ou são para resolver problemas existentes na escola.
Como eu estou trabalhando com um 1º ano, percebo que cada um trabalha de um jeito. Uns pensam que o primeiro ano não deve alfabetizar, outros acham que as crianças dever ser alfabetizadas. Existem objetivos comuns a todos, mas não existe um consenso entre os professores, até porque a aprovação é automática independente do que foi atingido ou não. Isso acontece não só com o 1º ano, mas também com o 2º ano, onde cada professor utiliza o método de alfabetização que acredita ser o mais adequado a sua turma ou que se sinta seguro em trabalhar.

terça-feira, junho 22, 2010

Reflexão sobre trabalho com pesquisa e gráficos

Sempre trabalhei com turmas de alfabetização (1º e 2º ano) e confesso que certas atividades como, por exemplo: gráficos, eu nunca tinha havia trabalhado com meus alunos, pois achava que eles não conseguiriam aprender, não entenderiam ou não daria certo. Eu mudei essa visão a partir do curso do PEAD, que me proporcionou uma reflexão sobre minha prática. No meu projeto de estágio cujo tema é “Identidade” eu procurei incluir muita pesquisa e análise de dados, aliás, esse também foi um diferencial. A partir das pesquisas construímos gráficos, justamente o que eu achava que os alunos teriam dificuldades em compreender. Mas aconteceu justamente o contrário, as pesquisas despertaram a curiosidade dos alunos e motivaram a aprendizagem, e os gráficos foram facilmente compreendidos. Percebi que o mais difícil é contar com a participação efetiva dos pais, que é de fundamental importância no trabalho que envolve pesquisa, principalmente pelo fato dos alunos ainda não saberem ler e escrever. Acho que pelo fato da pesquisa e o tema de casa não serem uma tarefa que faça parte da rotina escolar, a participação dos pais ainda é pequena. Penso que cabe a nós educadores mudar isso, primeiro incluindo a pesquisa no dia-a-dia da escola, depois mostrando aos pais a importância da pesquisa no ensino/aprendizagem e mudando a idéia de que aprender consiste em encher o caderno.

sexta-feira, junho 18, 2010

Reflexão sobre planejamento

O estágio contribuíu para muitas reflexões sobre a minha prática, um exemplo é o planejamento. Sempre fiz meu planejamento diariamente, com o estágio passei a fazer semanalmente o que me permitiu uma maior contextualização dos conteúdos. A forma como eu organizei no pbworks em uma tabela com um dia ao lado do outro permitiu uma visualização melhor da semana me possibilitando uma melhor integração das aulas. Isso só veio a reforçar o que aprendi durante o curso sobre planejamento. Segundo Gandin, Planejamento é elaborar – decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar – agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar – revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados (GANDIN, 1985, p. 22).
Infelizmente para muitos educadores o planejamento ainda é visto como um ato meramente burocrático. Na minha prática docente realizamos planejamento de curso e às vezes de unidade, mas na maioria das vezes apenas para cumprir uma formalidade, já que nem sempre ele é cumprido. Muitos professores não fazem planejamento, nem mesmo possuem um diário com as aulas registradas.
Segundo Schmitz, “Qualquer atividade, para ter sucesso, necessita ser planejada”.
O planejamento é uma espécie de garantia dos resultados. E sendo a educação, especialmente a educação escolar, uma atividade sistemática, uma organização da situação de aprendizagem, ela necessita evidentemente de planejamento muito sério. Não se pode improvisar a educação, seja ela qual for o seu nível” (SCHMITZ, 2000, p.101).

segunda-feira, junho 14, 2010

Avaliação

Trabalho em duas escolas em Alvorada, uma municipal e uma da rede estadual. Durante todos esses anos como educadora sempre tive turmas de alfabetização (1º e 2º ano), acho muito gratificante, pois cada dia consigo perceber o crescimento deles. Costumo avaliar meus alunos diariamente, pois com isso consigo perceber as dificuldades que eles apresentam e alterar meu planejamento na tentativa de sanar tais dificuldades. Através da observação eu avalio tudo: as atividades realizadas, a participação no grupo e nas aulas, o empenho em realizar as tarefas, a sua tentativa, o seu esforço.
As duas escolas possuem formas diferentes de avaliar. A escola do Município atende somente alunos de 1º a 5º ano e avaliação é através de relatório, onde uma parte marca-se um (X) no objetivo atingido pelo aluno (atingiu plenamente, parcialmente ou ainda não atingiu) e a outra é descritiva, apesar de não ter notas realizamos prova (atividades de avaliação) todo trimestre, que são entregues aos pais se o aluno está bem e retida caso apresente dificuldades. A escola do Estado atende alunos da pré-escola até o ensino médio, a avaliação na pré-escola e 1º ano é através de relatório de avaliação (igual ao do município), o 2º ano no 1º e 2º trimestre é através de relatório de avaliação e o último é nota (de 0 a 100), já os demais anos é nota com média 50. Também realizamos prova todos os trimestres, que são entregue aos pais juntamente com o relatório ou boletim.
Quando trabalho com turma de 2º ano a maior dificuldade que eu tenho em relação à avaliação é atribuir nota aos meus alunos no último trimestre, acho sem lógica. Já tentamos mudar, retirar a nota e utilizar somente relatório no 2º ano, mas não conseguimos.
Em ambas as escolas os relatórios e provas servem para mostrar aos pais que etapa se encontra o aluno, pra mim serve para intervir e corrigir as dificuldades apresentadas.
Apesar de ser muito discutida, ainda não existe um consenso sobre a avaliação. Para aperfeiçoar minha prática em relação à avaliação procuro estudar, ler bastante sobre o assunto, participar de formações e sempre utilizar a avaliação dos meus alunos para diagnosticar as dificuldades e tentar corrigi-las, jamais classificar, selecionar ou eliminar.

sexta-feira, junho 11, 2010

Refletindo sobre o preconceito presente na escola


Ao realizar um trabalho sobre diversidade pude perceber que infelizmente o preconceito é algo muito presente entre os alunos, um comportamento que já vem de casa. Durante uma conversa sobre diferenças, do respeito que devemos ter com as pessoas, independente das suas características físicas (aparência), da sua religião, de suas condições financeiras e que não devemos pôr apelido nas pessoas, um aluno falou que “tem gente que chama o outro de macaco só porque ele é negro”, imediatamente uma menina respondeu que “isso é muito feio, é falta de respeito”. Expliquei que existe uma lei que determina que é crime ofender uma pessoa por causa da sua cor e que ela pode ser presa por causa disso. Conversamos sobre a escravidão, uma aluna disse que tem uma novela a tarde que mostra os negros escravos, que batem neles e que são acorrentados para não fugir. Toda essa conversa contribuiu para uma reflexão sobre o papel da escola que é de respeitar e valorizar os afros-descendentes, compreender suas lutas e valores, ser sensível ao sofrimento, revertendo os perversos efeitos de séculos de preconceito, discriminações e racismo para que tenhamos uma sociedade democrática, justa e igualitária. Segundo Paulo Freire “Qualquer discriminação é imoral e lutar contra ela é um dever por mais que se reconheça a força dos condicionamentos a enfrentar” (FREIRE, 1996, p. 67). Para que as escolas desempenhem bem o seu papel, é necessário que se constituam em espaço democrático, mobilizando toda a comunidade escolar. Ainda segundo Freire, “Faz parte igualmente do pensar certo a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia”. (FREIRE, 1996 p.39,40). As diferenças existentes entre as pessoas devem ser vistas como possibilidades de troca e enriquecimento mútuo. Segundo Maturana, qualquer tipo de preconceito seja social, racial, religioso ou de gênero, deve ser questionado, criticado e banido do espaço escolar se quisermos educar para a aceitação e o respeito de si mesmo, que leva à aceitação e ao respeito do outro (MATURANA, 1999, p.32), para a reconstrução de uma sociedade mais justa e fraterna.

segunda-feira, junho 07, 2010

Refletindo sobre avaliação

Estamos no final do 1º trimestre nas escolas, momento em que construímos os relatórios de avaliação para e entregar aos pais. Sempre considerei a avaliação como algo delicado, em que temos que ter um cuidado especial com o que vamos avaliar, de que forma vamos avaliar e também com a linguagem utilizada. O curso do PEAD tem contribuído muito para uma reflexão sobre a avaliação, pois além da teoria estudada e de ser uma educadora, eu também sou aluna, e, portanto sou avaliada. Pra mim é sempre um momento difícil, os trabalhos postados, os comentários e principalmente quando chega o final de cada eixo e tem a construção do portfólio. A insegurança, o friozinho na barriga na apresentação é inevitável, e depois vem à ansiedade até a divulgação do resultado final. O estágio supervisionado tem contribuído ainda mais para uma reflexão sobre a avaliação. O fato de nesse momento eu ser aluna estagiaria do curso do PEAD, de ter um acompanhamento diário do meu trabalho em sala de aula pelas professoras e tutora, de receber visitas das mesmas, permitiu que eu me colocasse no lugar o do meu aluno e percebesse o quanto é difícil o processo de avaliação. Na turma (1º ano) em que estou realizando o estágio a avaliação se dá através da observação permanente. O resultado é expresso em parecer descritivo a cada final de trimestre. Além da minha avaliação, eu propus aos meus alunos uma autoavaliação, onde eles deveriam atribuir carinhas (alegre, se estivesse bom; zangada, se estivesse mais ou menos e triste, se considerassem que não ficou bom) aos trabalhos realizados. Um aluno fez um trabalho e colocou uma carinha alegre, quando ele me entregou eu observei que o desenho feito por ele foi pintando com uma cor só não respeitando os limites da linha. Eu questionei porque ele colocou uma carinha alegre, se ele achava que tinha realmente tinha ficado bom, ele prontamente me respondeu que sim. Perguntei porque ele achava que tinha ficado bom e ele me respondeu que era porque ele tinha dado o melhor dele. Eu fiquei sem ação diante da colocação dele, e isso contribuiu para reforçar o meu pensamento sobre o quanto é importante conhecer os alunos, observá-los diariamente, saber seus limites e capacidades para que ao final de cada trimestre a avaliação seja justa e leve em consideração tudo que foi construído pelo aluno ao longo do processo.

segunda-feira, maio 31, 2010

Texto coletivo sobre diversidade

AS PESSOAS SÃO DIFERENTES UMA DAS OUTRAS. EXISTEM PESSOAS MAGRAS, GORDINHAS, ALTAS, BAIXAS, DE PELE CLARA, DE PELE MORENA, DE OLHOS CLAROS, DE OLHOS ESCUROS, ENFIM, DE TUDO QUE É JEITO.
TODAS ESSAS DIFERENÇAS NÓS HERDAMOS DE NOSSOS PAIS, AVÓS, BISAVÓS...
SOMOS DIFERENTES, MAS SOMOS TODOS SERES HUMANOS. DEVEMOS RESPEITAR AS PESSOAS DO JEITO QUE ELAS SÃO.


O texto acima foi uma produção coletiva da minha turma de estágio (1º ano). Ele foi produzido a partir da releitura de gravuras de diferentes pessoas, que foram recortadas de revistas pelos alunos. Após a postagem no blog da professora, os alunos serão levados ao ambiente informatizado para visualizar e ler o texto. Ao retornarem para a sala será proposto aos alunos que produzam telas em folhas duplo ofício sobre diversidade, onde poderão utilizar giz de cera, tinta guache, canetinha hidrocor, lápis de cor ou recortes com imagens de revistas. Para a moldura será utilizado papel colorido rasgado de revistas.

sexta-feira, maio 28, 2010

Trabalho em grupo

Conforme relatei anteriormente consegui organizar a sala em grupos, em nosso primeiro trabalho desenvolvido em grupo, os alunos deveriam comparar as famílias (desenhos feitos na aula anterior), estabelecer as semelhanças e diferenças e depois apresentar aos colegas. Como nunca havíamos realizado um trabalho em grupo, achei que as dificuldades seriam maiores, mas até que para a primeira atividade, eles tiveram um bom desempenho deles durante a apresentação. O primeiro grupo teve mais dificuldades, quando chamei os alunos até a frente da turma para apresentar, a principio eles ficaram mudos, olhando um pro outro. Então comecei a questioná-los sobre suas famílias, quais as pessoas que faziam parte, quais das famílias representadas tinham o mesmo número de integrantes, qual a que tinha mais e menos... Então eles se soltaram e todo o grupo participou, inclusive os alunos que estavam assistindo. Os próximos grupos já se sentiram mais seguros no momento de apresentar, necessitando menos da minha intervenção para estabelecer as semelhanças e diferenças.Este foi um momento importante de reflexão sobre a importância do trabalho em grupo, o quanto esse tipo de atividade contribui para o desenvolvimento dos alunos.Antes do curso do PEAD eu não tinha essa percepção sobre a importância do trabalho em grupo, ele contribui para eu refletir que o trabalho em grupo além de favorecer a interação, também estimula a formação de certos hábitos e atitudes de convívio social, como: cooperar e unir esforços para atingir um objetivo comum; planejar em conjunto, aprender a dividir tarefas; ouvir, trocar idéias...

segunda-feira, maio 24, 2010

Visita das professoras

Na quinta-feira dia 20/05 recebi minha a primeira visita das professoras Célia e Maria de Nazareth, supervisoras do meu grupo de estágio Apesar de ter alguns anos de experiência como educadora, eu estava nervosíssima e ao mesmo tempo muito ansiosa aguardando a visita. Não adianta por mais que a gente já tenha prática, sempre bate aquela insegurança, principalmente pelo fato de saber que estamos sendo avaliadas. Minha turma é super tranquila, eu havia conversado com eles que receberíamos visita das minhas professoras, eles ficaram surpresos com o fato de eu ter professora também, queriam saber como ela era, que horário que eu estudava, foi um verdadeiro interrogatório. Eu disse a eles que elas viriam até a escola para conhecer a turma e ver os trabalhos desenvolvidos, mas mesmo assim fiquei com medo que alguma coisa saísse errada, até porque os alunos gostam de chamar a atenção quando tem alguém diferente visitando a turma. Apesar de toda a tensão, receber a visita das professoras é algo muito positivo para o nosso trabalho, pois ter alguém que acompanhe o planejamento e desenvolvimento diário das aulas, nos ajuda a refletir e aprimorar nosso trabalho como educadora.

segunda-feira, maio 17, 2010

5ª semana - Reflexão sobre o trabalho em grupo

Finalmente consegui organizar a minha sala de aula em grupos. Como educadora sempre procurei trabalhar em grupos com meus alunos, pois considero muito importante a troca, a interação. O trabalho em grupo possibilita um maior intercâmbio entre as crianças, que trocam as suas vivências e suas impressões sobre as coisas, proporcionando uma produção coletiva do conhecimento. Penso que o trabalho em grupo favorece o ensino-aprendizagem, aliás, este é um assunto que foi muito abordado ao longo do nosso curso. Como trabalho em uma sala muito pequena, ficava difícil organizá-la, mas como este ano estou com um número reduzido de alunos, ao retirar as mesas que estavam sobrando, vi a possibilidade de organizar em grupos.
Segundo Santomé [...] precisamente pelo fato de comparar conhecimentos, ponto de vista próprios com os dos outros, surgem conflitos sócio-cognitivos, motor de conhecimentos posteriores. A discussão das diferenças colocadas por cada integrante de um grupo de trabalho é uma das maneiras de passar de um conhecimento subjetivo, pessoal, para outro mais objetivo e intersubjetivo (SANTOMÉ, 1998, p.244).
A interação entre os alunos é muito importante, como educadora sempre incentivei que eles se ajudem entre si, pois muitas vezes quando um aluno fica com dúvidas em um determinado conteúdo, as dificuldades podem ser sanadas com uma simples explicação do colega, na linguagem deles.
É uma pena que muitos educadores não tem a percepção da importância do trabalho em grupo e que ainda mantém as formas tradicionais das aulas.
O trabalho em grupo facilita a aprendizagem, pois a dúvida de um, partilhada no grupo, pode ser respondida por outro. É uma forma de fomentar o trabalho cooperativo, coletivo e solidário.

sábado, maio 15, 2010

Ninguém é de ferro

Em meio a essa correria do estágio, cheio de preocupações e ansiedades, um momento de descontração é muito importante para aliviar a tensão, dividir as angústias, compartilhar as conquistas e colocar a fofoca em dia.



segunda-feira, maio 10, 2010

Reflexão do estágio - 4ª semana

A semana foi tranquila, consegui desenvolver meu planejamento sem dificuldades. Meus alunos são participativos e interessados e isso tem contribuído para o desenvolvimento do projeto de trabalho.
Iniciei a semana com atividades sobre o Dia do Trabalhador e me surpreendi com os conhecimentos dos meus alunos sobre profissões e sobre desemprego, muitos relataram que na família tem pessoas desempregadas e que está difícil conseguir outro emprego. Outra coisa que me chamou atenção foi fato da ocupação (profissão) dos pais não ser a escolhida pelos alunos como a profissão desejada para o futuro. O que me lembrou um ditado muito importante que diz que não devemos subestimar nossos alunos.
Tenho trabalhado muito com música, pois considero um importante recurso que nós educadores não podemos abrir mão principalmente com os pequenos que apreciam muito. Outro recurso importante e que lanço mão frequentemente são as brincadeiras. Como educadora acredito que as atividades lúdicas além de serem muito prazerosas e atrativas favorecem a aprendizagem. Os alunos adoram as brincadeiras e jogos, eles demonstram muito entusiasmo em participar, o ambiente fica descontraído e alegre. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil “A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vinculo essencial com aquilo que é o “não brincar”. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha domínio da linguagem simbólica. Isto que dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhes fornecem conteúdo para realizar-se. Nesse sentido, para brincar é preciso apropriarmos de elementos da realidade imediata de tal forma que atribui-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade (BRASIL, 1998, p. 27). Através da ludicidade os alunos são capazes de explorar sua criatividade, melhorando sua conduta no processo ensino-aprendizagem e sua auto-estima.
Outro recurso que tenho lançado mão no desenvolvimento do meu projeto é a histórias infantis. As histórias encantam as crianças e podem por si só entretê-las por muitos minutos. Elas permitem desdobramento em atividades das mais diversas como: dramatização, jogos e discussões que dão um prolongamento dos seus efeitos e uma melhor reflexão sobre os elementos e a mensagem da história que se acabou de contar. A hora de ouvir uma história é uma oportunidade que desenvolve a atenção das crianças, bem como o desenvolvimento emocional, além de ser o início da aprendizagem para ser um bom leitor.
O livro é parte integrante do dia-a-dia das crianças, é o primeiro passo para iniciar o processo da formação de leitores. Acredito que somente iremos formar crianças que gostem de ler e tenham uma relação prazerosa com a literatura se propiciarmos a elas, desde muito cedo, um contato frequente e agradável com livro e com o ato de ouvir e contar histórias. Segundo o texto: “Tem um monstro no meio da história” trabalhado na interdisciplina Linguagem e Educação “... antes mesmo de a criança conseguir falar, ela já é capaz de entender as histórias contadas pelos adultos e o contato com relatos cotidianos ou contos de fadas, por exemplo, faz com que, aos poucos, adquira um repertório de imagens, nomes e roteiros de ações que utilizará mais tarde”. (GURGEL, 2009).
De acordo com Piaget, as crianças adquirem valores morais não só por internalizá-los ou observá-los de fora, mas por construí-los interiormente através da interação com o meio ambiente. Nesta fase, ouvir histórias (principalmente os contos), entre outras atividades, é possibilidade real de desenvolvimento e aprendizagem.

terça-feira, maio 04, 2010

Reflexão sobre o estágio - 3ª semana

Escolhi o recurso da música para abordar o tema corpo humano, porque as crianças apreciam bastante o cantar, além do fato de a música torna as aulas mais agradáveis e atraentes. Como educadora acredito que devemos valorizar a brincadeira e a música na sala de aula, pois estes desenvolvem muitos aspectos na aprendizagem dos alunos tais como percepção auditiva, a memória, a expressão oral, o ritmo, os limites, entre outros. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil “Aprender música significa integrar experiências que envolvem a vivência, a percepção e a reflexão, encaminhando-as para níveis cada vez mais avançados” (BRASIL, 1998, p. 48).
Em minhas aulas procuro sempre propor atividades em que os alunos precisam construir algo, como é o caso da atividade em que eles tinham que montar um corpo humano usando partes de diferentes imagens de recortes de revistas. A atividade despertou a imaginação e criação dos alunos e também proporcionou momentos de descontração e interação, eles trocaram imagens entre si e no final riram muito das produções. Segundo Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil “A construção do conhecimento em arte não acontece pelos modelos impostos de desenhos para colorir, mas pelo respeito e estimulo à criação pessoal, atitude que deverá permear todas as ações da escola como espaço social de formação e transformação” (BRASIL, 1998, p. 10). Penso que, trabalhar o fazer artístico dos alunos, não pode de maneira alguma, reduzir-se à reprodução de modelos prontos. É fundamental das oportunidades para que o educando expresse suas idéias, suas vontades, suas criações e forma autêntica. Conduzindo a prática pedagógica nesta linha, o educador estará respeitando e considerando de forma positiva a liberdade de expressão de seus alunos.
Como educadora tenho sempre a preocupação de incluir em minhas aulas atividades lúdicas como é o caso da mímica, pois acredito que esse tipo de atividade proporciona a desinibição, a criatividade e a percepção visual. Segundo Oliveira “A partir do momento em que a criança torna-se capaz de imaginar, ela passa a desenvolver diferentes formas de expressão como a oralidade, a expressão plástica, a música e a expressão dramática, através das quais estabelece relações com o mundo” (OLIVEIRA, 2001, p. 90). As crianças precisam ter oportunidades de vivenciar situações em que estabeleçam relações com o mundo ao seu redor. Dramatizar expressando-se somente com o corpo faz que a criança utilize criatividade e exponha seus conhecimentos sobre aquilo que estão pretendendo representar, além de ser uma ótima atividade, para que os alunos se desinibam e interajam melhor com os outros.
Depois de muita negociação, de argumentar bastante junto à direção sobre a importância de oportunizar que os alunos realizarem trabalhos no ambiente informatizado, consegui finalmente agendar um horário pra minha turma, todas as sextas-feiras. A direção era contra pelo fato de não ter uma pessoa especializada para atender o setor. Também foi determinado um horário de pracinha que é todas as segundas-feiras após o recreio.
Não fomos na pracinha porque choveu, mas o ambiente informatizado foi à sensação, o ponto alto da semana.
A principio eu havia planejado levá-los primeiramente para conhecer o ambiente, já que muitos alunos nunca haviam mexido em um computador. Quando chegamos na sala, a euforia era tanto que eles mal conseguiam se conter. Havia pensado em mostrar sites infantis e também o vídeo de uma música trabalhada, mas não foi possível, pois não tinha Internet. Então reuni todos os alunos diante de um computador para mostrar como era e que tipo de recursos ele oferece. Como percebi que eles estavam eufóricos e que os olhinhos brilhavam diante do computador, conclui que a melhor maneira deles aprenderem era explorando a novidade, no caso o computador. Conforme combinação eles trabalharam em duplas, um aluno que tinha algum conhecimento, com um colega que nunca mexeu no computador. Pra minha surpresa eles se organizaram rapidamente, a concentração era tanta que nem parecia que tinha alunos no ambiente, foi um momento de muitas trocas, um ajudava o outro, eles só lembravam de mim quando apertavam uma tecla errada e precisavam de ajuda. No inicio eles queriam jogar Pinball, mas depois de alguns minutos perderam o interesse pelo jogo e foram desenhar no Paint. Ao refletir sobre a aula, percebi que o uso do computador é um importante recurso do qual nós educadores não podemos jamais abrir mão, pois ele favorece o processo de ensino aprendizagem, a interação e cooperação.

terça-feira, abril 27, 2010

Reflexão sobre o estágio - 2ª semana


A semana teve inicio com um trabalho em comemoração ao Dia do índio, além de fazer parte do currículo, acredito que é uma forma de desfazer pré-conceitos que predominam ao se falar dos povos indígenas, é a valorização da cultura indígena através da educação.A escola precisa ser um local de diálogo e aprendizado para que as vivências do corpo docente e discente respeitem as diferentes formas de vida e expressão cultural. Confesso que fiquei surpresa com os conhecimentos prévios dos meus alunos sobre o tema. Isso demonstra o quanto é importante oportunizar que os alunos demonstrem seus conhecimentos, que haja momentos de trocas, de interação. Para teóricos como Piaget, Vygotsky e Wallon o conhecimento se constrói a partir das trocas, das relações e as interações entre sujeito e o meio. O desenvolvimento depende das experiências oferecidas pelo meio e pelo grau de apropriação que o sujeito faz delas. É através da observação direta do meio e com a mediação do professor que o conhecimento vai sendo construído pelos educandos.
Como educadora tenho procurado incluir a música sempre em planejamentos, pois considero um importante recurso lúdico. Penso que a música contribui para integrar muitos componentes curriculares, além de ocasionar a socialização e o bem estar das crianças. Segundo Snyders (2008) “A música na sala de aula desempenha papel de atividade criativa e integradora do currículo escolar”.
Sempre procuro refletir sobre os trabalhos desenvolvidos na sala de aula, um exemplo é a atividade sobre a linha do tempo em que os alunos tinham que imaginar algo e desenhar, ela contribuiu para uma reflexão sobre a necessidade de incluir na prática pedagógica uma ligação com o fazer artístico do aluno, através de atividades que façam com que os alunos liberem a imaginação e criação. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais “A arte tem representado desde os tempos mais remotos uma atividade fundamental do ser humano que dela se vale para comunicar, simbolizar, expressar e compartilhar com seus semelhantes experiências, idéias e emoções. Sua importância esta na possibilidade de acionar ao mesmo tempo processos referentes tanto a sensibilidade quanto ao conhecimento sistematizado, articulando-se entre os imaginários e o real...” (BRASIL, 1997, p.8).
Outra coisa que considero importante é a necessidade em desenvolver atividades significativas para os alunos, que despertem o interesse e a vontade deles em participar das aulas.

terça-feira, abril 20, 2010

Estágio: 1ª semana

Senti-me um pouco nervosa ao iniciar a primeira semana de estágio, mas aos poucos fui me acalmando e tudo transcorreu normalmente. A princípio fiquei preocupada em vencer tudo que havia programado para a semana o que contribuiu para eu refletir que o planejamento deve ser flexível, que não tenho que me preocupar em vencer tudo que foi planejado, mas sim respeitar o ritmo dos alunos, pois cada um tem seu jeito particular e único de aprender.
Como educadora procuro sempre estimular a cooperação e a interação entre os alunos, fazendo com que eles se ajudem mutuamente, pois acredito que a aprendizagem acontece a todo o momento através da interação entre indivíduos. Com a minha turma de estágio isso já está acontecendo, normalmente os alunos que terminam mais rapidamente suas atividades pedem para ajudar os colegas que ainda não concluíram suas atividades. De acordo com Vygotsky, todo ser humano se constitui um “ser” pelas relações que estabelece com os outros seres humanos. O sujeito é interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais, o que permite a formação do conhecimento e da própria consciência. A aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes e valores a partir de seu contato com a realidade, com o meio ambiente e com pessoas.
Em todas as aulas procurei desenvolver atividades lúdicas, pois acredito que elas tornam a aprendizagem mais atraente e significativa. Enquanto as crianças brincam, elas se desenvolvem e se socializam.
De acordo com Ângela Meyer Borba (2007) “O plano informal das brincadeiras possibilita a construção e a ampliação de competências e conhecimentos nos planos da cognição e das interações sociais, o que certamente tem conseqüências na aquisição de conhecimentos no plano da aprendizagem formal”.

quarta-feira, abril 14, 2010

Projeto de Estágio


A tarefa de elaborar o projeto de estágio não foi nada fácil, não pela questão do planejamento, pois como educadora sei que qualquer atividade para ter sucesso é preciso ser planejada, o que me agoniou foi o curtíssimo prazo estipulado para a elaboração do mesmo.
Este ano estou trabalhando com uma turma de 1º ano e escolhi o tema “Identidade” por fazer parte do projeto pensado pelos professores da escola. Este tema possibilita desenvolver no aluno o conhecimento de si mesmo. Partindo da identidade do aluno e do seu cotidiano, é possível explorar as noções de tempo e espaço, tomando como base as relações que ele estabelece junto à família, na própria casa, na escola, na rua... É através de sua realidade que o aluno aprenderá a situar-se no mundo e no meio em que vive, conhecerá a relação existente entre ela e as pessoas, desenvolvera a capacidade de pensar historicamente, permitindo-lhe localizar-se dentro do contexto histórico. Acredito que abordando a história dos alunos, eles se identificaram mais facilmente como sujeitos históricos capazes de agir e transformar o mundo ao seu redor.
Entre os objetivos pensados ao elaborar o projeto destaco o de valorizar os conhecimentos dos meus alunos e de oportunizar momentos de pesquisa, pois segundo Paulo Freire “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Também tenho como objetivo propiciar momentos lúdicos, pois acredito que favorecem a aprendizagem e tornam as aulas mais atraentes e interessantes. De acordo com Vygotsky (1987), o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos.

terça-feira, abril 13, 2010

Gráficos sobre os conhecimentos dos alunos sobre uso do computador

Os gráficos abaixo demonstram o resultado da pesquisa que realizei com a minha turma para saber quantos alunos possuem computador e qual a forma de utilização do mesmo.



terça-feira, abril 06, 2010

Conhecimentos prévios dos alunos sobre o uso do computador

Mesmo sem ter recebido um retorno sobre a possibilidade de utilizar o ambiente informatizado durante o meu estágio, resolvi pesquisar entre os meus alunos quais os conhecimentos que eles possuem sobre o uso do computador. Iniciei perguntando a eles quantos possuem computador em casa, se os pais permitem que eles utilizem e que tipo de ferramenta utilizam . Dos dezenove alunos da turma, onze ainda não possuem computador em casa. Oito possuem, sendo que seis utilizam para jogos e dois revelaram que os pais não permitem que eles mexam. Perguntei para os que não possuem, se alguma vez já viram um computador, se já mexeram. Apenas um respondeu que costuma utilizar na casa de parentes para jogar, os demais nunca viram um computador de perto. Minha pesquisa em relação aos conhecimentos prévios de meus alunos acabou aguçando a curiosidade e interesse deles em conhecer de perto um computador e aprender a utilizar. Mencionei que a escola possui uma sala com computadores e que existe a possibilidade de utilizarmos, todos ficaram radiantes.
Espero que meus alunos realmente tenham a oportunidade de utilizar o ambiente informatizado, pois como certeza esse recurso contribuirá muito para aprimorar os conhecimentos e desenvolver o ensino/aprendizagem deles. De acordo com o texto “Revisando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de web 2.0” (COSTA e MAGDALENA) trabalhado na Interdisciplina Seminário Integrador VII, as tecnologias são usadas como meios que permitem a comunicação, as trocas e a realização de atividades em redes cooperativas de aprendizagens, capazes de superar a concepção linear e dicotomizada, ainda presente em grande parte das instituições escolares.

sábado, abril 03, 2010

Arquitetura pedagógica

Demorei em me decidir que tipo de arquitetura pedagógica poderia desenvolver com meus alunos, em função da minha escola ainda não ter definido se será disponibilizado o Laboratório de Informática para trabalhar com os alunos devido à falta de um profissional responsável pelo setor.
Minha intenção era incluir nessa arquitetura um momento de utilização de tecnologia em ambiente informatizado da escola, uma vez que, nos estudos realizados na interdisciplina Seminário Integrador (Eixo VII), o autor Bianchetti, afirma que uma escola ou um curso virtual de formação baseia-se no teletrabalho, tendendo a substituir a presença física pela a participação na rede eletrônica e pelo uso de recursos (programas e materiais) que favoreçam a construção conjunta (cooperativa).
A idéia de arquiteturas pedagógicas surge como uma inovação pedagógica que se impõem diante das novas necessidades sociais. O uso de arquiteturas pedagógicas favorece o processo de ensino-aprendizagem, a interação, a cooperação e a investigação para a busca de soluções para questões consideradas significativas para os educandos, desenvolvendo com isso a autonomia.