domingo, abril 26, 2009

Inclusão Escolar



Relato de Experiência

Fazia pouco tempo que eu havia iniciado como educadora na rede Estadual e fui chamada pela direção no final do mês de abril para ser informada que receberia em minha turma de 1ª série um aluno com necessidades especiais. Este aluno já havia passado por todas as turmas de 1ª série da escola, sendo rejeitado por todas as minhas colegas professoras, consideradas experientes e graduadas. Senti-me muito insegura, mas conversei com a minha turma para que não houvesse preconceito e ele foi recebido com muito carinho, ele era uma criança muito alegre, o sorriso estava sempre estampado no rosto.
O aluno apresentava deficiência física, segundo a mãe, ele teve uma parada respiratória ao nascer, precisou realizar muitas cirurgias e só começou a caminhar depois dos 5 anos, assim mesmo com muita dificuldade. Ele era atendido pela AACD uma vez por semana.
A mãe era uma pessoa séria, e tratava o filho com muita frieza, o que me levava a pensar que ela o rejeitava. Sempre que eu tinha oportunidade de conversar com ela, eu ouvia seus lamentos, era visível em seu semblante que não aceitava sua condição de vida.
Ao contrário do que todos pensavam, o comprometimento motor e a dificuldade de fala que ele apresentava não o impediam de aprender, ele era muito esperto e esforçado. Eu nunca o tratei diferente, pelo contrário exigia muito dele, lógico que sempre respeitando suas limitações.
Próximo ao final do ano foi questionado por algumas colegas da 2ª série, se ele seria aprovado, respondi que sim, afinal ele estava alfabetizado, então os olhares se cruzaram, com um ar de reprovação. Para evitar problemas e falatórios pedi que a vice-diretora e uma colega que o avaliassem. E elas confirmaram a aprovação.
No ano seguinte, mais ou menos um mês depois de ter iniciado as aulas, perguntei a professora dele na frente de todas as minhas colegas (as mesmas que o rejeitaram) como ele estava e a resposta foi que ele era um excelente aluno, dedicado, esforçado, melhor do que muitos alunos considerados normais.

sábado, abril 25, 2009

Até que enfim

Depois de tentar sem sucesso resolver os problemas apresentados no meu computador, por sugestão da professora Íris baixei o Mozilla, no inicio até resolveu o problema do gmail, do blog e do pbwiki, mas aos poucos começou a trancar. Seguindo a sugestão da Vanessa tentei restaurar o sistema, mas não consegui, a página aparecia em branco. Cansada e não sabendo mais o que fazer, no dia 9 chamei um técnico. No dia 15 ele veio até a minha casa e tentou durantes horas e horas, mas não descobriu o problema, teve que levar minha CPU. Dois dias depois ele me ligou, disse que precisaria formatar meu computador, que não tinha outro jeito. Segundo ele o que danificou o sistema foi um programa que baixou durante a atualização do Windows, um tal de “service 3”, já para a Microsoft ao qual ele recorreu pedindo suporte técnico, o problema pode ter sido um vírus.

Hoje, dia 25/04 recebi meu computador, finalmente está funcionado, parece mentira que acabou o pesadelo, quer dizer em partes, pois agora tenho que correr atrás do prejuízo e colocar meus trabalhos em dia.

sexta-feira, abril 17, 2009

Aprendizagem e conhecimento




Para Piaget, a aprendizagem é um processo limitado a um problema ou uma situação, sendo provocada por situações diversas; já o conhecimento, o conhecer, estaria relacionado à ação sobre o objeto. Seria modificar, transformar o objeto, compreendendo esse processo de transformação.

segunda-feira, abril 13, 2009

Reflexão


“... ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender." Paulo Freire

Importância da Filosofia



Filosofia é a única ciência capaz de fazer uma reflexão critica e global sobre o saber e a prática do homem. Ela é importante para a pedagogia, pois é ela que vai preparar o educador para que ele possa transmitir o significado da condição humana e através desses ensinamentos modificar a condição alienatória do homem atual.

quarta-feira, abril 01, 2009

Preconceito com o nome



Questões Étnico-Raciais

A aula presencial da disciplina de Questões Étnico-Raciais através da atividade em que tínhamos que nos observar no espelho e ressaltar nossas características me fez refletir sobre algo que até algum tempo atrás me incomodava muito, um preconceito meu, o meu sobrenome “Bartikoski”, herdado de minha mãe e de origem polonesa. Durante muitos anos tive vergonha, principalmente na escola, pois sempre era motivo de piada ou risos. Sempre torcia para que não fosse mencionado, tanto que quando me casei, não pensei duas vezes em trocar meu sobrenome, pelo contrario me senti aliviada. Com o passar do tempo mudei meu pensamento, acho que amadureci, hoje tenho orgulho e até pesquisei sua origem, fiz uma árvore genealógica da família da minha mãe, e infelizmente descobri que o sobrenome não é o original, pois quando os ancestrais da minha mãe chegaram ao Brasil, vindos da Polônia, o sobrenome foi modificado “aportuguesado” para facilitar a pronuncia e a escrita. Ainda não sei qual é a escrita original, mas tenho vontade de descobrir algum dia. Hoje tenho o maior cuidado ao trabalhar com meus alunos seu nome e o sobrenome, não permitindo jamais que seja motivo de risos, procuro sempre ressaltar sua importância e origem, fazendo com que sintam orgulho de sua história.


Objetivo e Importância da Filosofia



A filosofia tem como objetivo a busca da coerência interna, a definição rigorosa dos conceitos, o debate e a discussão. Ela é importante porque desenvolve no homem a capacidade de pensar, refletir, questionar e agir. Na educação, é importante, pois estuda o pensamento e todas as crianças devem aprender desde o inicio a pensar, criticar e participar. Infelizmente ainda é muito desvalorizada porque para o poder é mais conveniente que o povo seja alienado, isto é, não tenha interesse em participar, criticar e tentar mudar as coisas.

terça-feira, março 31, 2009

Início de Semestre





Ninguém merece



Inicio de Semestre, primeira aula presencial, cheguei toda sorridente, animada e colegas me perguntaram, qual o motivo de tanta alegria? Não viu o monte de coisa que tem pra fazer? Respondi que não, pra mim o semestre começava a partir dali. Ouvi tantas coisas, lamentos, angustias, que até o lanche me causou mal-estar, cheguei em casa enjoada, atacada do fígado, só fui melhorar na sexta-feira. Sábado acordo de madrugada por volta de 4 horas, com muita dor de dente, tomei analgésico e fiquei esperando o horário, pois tinha atividade em uma das escolas que trabalho. Passei um final de semana horrível, tomei remédio pra dor, mas nada resolvia. Domingo no final da tarde, não suportando de tanta dor, estava desnorteada, então fui na emergência do Hospital Conceição, fiz o boletim de atendimento e esperei, a recepção estava lotada, descobri que tinha pessoas esperando por atendimento desde as três horas da tarde, pois a impressora da recepção estragou, nenhum boletim havia sido impresso, e ninguém tinha resolvido o problema, só depois de muitas reclamações é que tomaram providências, e começaram a imprimir os mais de trezentos boletins de atendimento que havia, foi um caos, pois tinham que separados por horário e especialidade. Como pode um problema na impressora causar tanta insensibilidade a dor alheia, se a impressora estragou, por que não preencher os boletins de atendimento a mão. Esperei durante três horas para ser atendida, não aguentava mais, então perguntei ao guarda que fazia a chamada do pacientes, se o dentista estava atendendo, pois eu estava há horas esperando. O guarda foi até a recepção falou com um senhor, imprimiram novamente meu boletim, e o gentil senhor me acompanhou até a sala da dentista, que na falta do que fazer estava navegando na Internet no seu notebook, a consulta demorou menos de 5 minutos, ela só olhou o meu dente e me receitou remédio, disse que meu dente estava infeccionado e que eu tinha que procurar meu dentista. Na segunda-feira fui trabalhar, mas não consegui, a dor era muito forte e o efeito do analgésico não durava mais que duas horas, no final da tarde fui na minha dentista. Somente na quarta-feira quando os antibióticos começaram a fazer efeito é que a dor começou amenizar. Não posso tomar qualquer remédio, pois sou alérgica. Os remédios causavam enjôo, e minha pressão arterial aumentava, mas não tinha outro jeito.

No final de semana, quando me senti melhor fui dar inicio as minhas atividades e descobri que meu computador estava com problemas, tinha acesso a Internet, mas não conseguia fazer “login” em nada, no gmail não aparecia o bate-papo, ao editar o meu pbwiki, a página aparecia em branco, no blog não aparecia à tecla login e o rooda eu não tinha acesso. Fiquei enlouquecida, novamente desnorteada. E eu que pensava que o pior havia passado. Pedi socorro via e-mail, a professora Íris até tentou me ajudar, mas foi inútil.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

quarta-feira, novembro 26, 2008

Organização Curricular da Escola e Avaliação da Aprendizagem

Lendo o texto “Organização Curricular da Escola e Avaliação da Aprendizagem” solicitado pela Interdisciplina Organização da Escola, descobri que existem outras formas de organização curricular prevista, não lembro de ter lido nada a respeito, também não lembro de ter sido comentado na escola. Apesar disso não acho que o currículo da minha escola precisa sofrer modificações, poderia hipoteticamente ter turno integral para atender a comunidade escolar carente, mas infelizmente a escola não dispõe de espaço físico. Em relação à avaliação também não acho que precisa ser modificado, pois apesar da escola possuir regime seriado, ela adota em sua avaliação o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo ensino-aprendizagem.
No que diz respeito à transferência a escola adota o que é estabelecido na legislação, mas acho que nem sempre é cumprido o que é determinado, pois é comum recebemos alunos sem a documentação necessária, sem avaliação e até mesmo sem comprovação de que freqüentou a escola. Penso que deve existir uma preocupação maior quanto aos critérios no que diz respeito à transferência e reclassificação e que não fique apenas no papel. Há pouco tempo tivemos um caso inusitado na escola envolvendo transferência e reclassificação: um aluno veio transferido para a escola em março para uma 2ª série, foi transferido antes das férias de julho para uma escola de regime ciclada, onde avançou para uma turma que corresponde a uma 3ª série, logo depois das férias, ele retornou para a escola para uma 3ª série, a escola o avaliou e constatou que ele não tinha condições de freqüentar a série indicada, mas ele não pode voltar para a 2ª série, por determinação da mantenedora, pois o aluno já havia avançado e não poderia regredir.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Alimentação Escolar

Trabalho desenvolvido na Interdisciplina de Organização e Gestão da Educação sobre Financiamento da Educação.

Nome do Conselho selecionado:
CAE (Conselho de Alimentação Escolar)

Atribuições do Conselho:
I - Acompanhar a aplicação dos recursos federais transferidos á conta do PNAE;
II - Acompanhar e monitorar a aquisição dos produtos adquiridos para o PNAE, zelando pela qualidade dos produtos, em todos os níveis, até o recebimento da refeição pelos escolares;
III - Orientar sobre o armazenamento dos gêneros alimentícios seja em depósito da entidade executora e /ou das escolas;
IV - Comunicar á EE a ocorrência de irregularidade em relação aos gêneros alimentícios, tais como: vencimento do prazo de validade, deterioração, desvios e furtos, dentre outros, para que sejam tomadas as devidas providencias;
V - Divulgar em locais públicos os recursos financeiros do PNAE transferidos á EE;
VI - Acompanhar a execução físico-financeira do programa, zelando pela sua melhor aplicabilidade;
VII - Comunicar ao FNDE e ao Ministério Público Federal qualquer irregularidade identificada na execução do PNAE, em especial aquelas de que tratam os incisos II do artigo 25 desta resolução, sob pena de responsabilidade solidária de sus membros;
VIII - Receber e analisar a prestação de contas do PNAE enviada pela entidade executora, remetendo ao FNDE, posteriormente apenas demonstrativo sintético anual da execução físico-financeira com parecer conclusivo (anexo I desta resolução) o qual deverá ser elaborado, observando o roteiro para elaboração do parecer conclusivo do CAE, acompanhado do extrato bancário da conta especifica do programa;
IX - Fornecer informações e apresentar relatórios acerca do acompanhamento da execução do PNAE, sempre que solicitado;

Número de membros que integram o Conselho
Presidente, vice-presidente, secretário.
Representante do professor titular e suplente (2)
Representante de Pais alunos (2)
Representante sociedade civil (2)

Forma de escolha dos conselheiros (indicação de entidades, livre escolha do Executivo Municipal, eleição, etc.).
O presidente é indicado pelo prefeito e os demais eleitos entre si.

O conselho é constituído dos seguintes membros:
Representante do Poder Executivo (indicado pelo mesmo);
Representante do Poder Legislativo (indicado pelo mesmo);
Representantes dos Professores indicados pelos Conselhos escolares;
Representante da Associação de Pais e Mestres ou entidades similares;
Representante de outro segmento da sociedade civil.

Forma como o Conselho divulga os resultados de seu trabalho à comunidade educacional.
Os resultados dos trabalhos e a aplicabilidade dos recursos são divulgados em reuniões.

Considerações:

Nunca tomei conhecimento sobre como funciona a merenda escolar, inclusive este assunto raramente é comentado na escola, a não ser que aconteça algum problema, por exemplo: por algum motivo a entrega da merenda sofre algum atraso. As poucas coisas que sei, são o que eu observo na escola, como por exemplo: toda a semana a escola recebe um cardápio, que provavelmente venha pelo malote, mas que muitas vezes não é seguido, já que a merenda produzida não corresponde com o que está escrito no cardápio; de vez em quando a escola recebe a visita de uma nutricionista; há um tempo atrás a escola servia apenas uma refeição por turno, hoje ela serve duas: almoço e lanche; o número de refeições por turma é anotado pelas professoras em um caderno, para a escola fazer o controle; no final de cada refeição servida, as sobras devem ser pesadas, alguns alimentos que sobram são guardados como feijão e outros são inutilizados. A verdade é que a merenda ainda deixa muito a desejar em termos de qualidade (produto e modo como é preparada), variedades (frutas, saladas) e também quantidade, já que muitas vezes a quantidade é bem limitada por aluno.

Meu Trabalho sobre PPP e Regimento Escolar

Eleição de Diretores.

O diretor deve exercer sempre uma liderança na escola, mas uma liderança democrática, em que seja capaz de dividir o poder de decisão sobre assuntos relacionados à escola com os diferentes segmentos, criando e estimulando a participação de todos.
Mesmo sendo democrático, acredito que a eleição para diretores de escolas seja responsável pela maioria dos conflitos gerados dentro da escola. Um momento democrático, mas que na realidade mostra toda a fragilidade da escola. Passei duas vezes por esse processo e percebi que o procedimento causou inúmeros problemas de relacionamentos como: desunião, exclusões, retaliações, ofensas e brigas entre aqueles cuja função é formar cidadãos. O problema é que a comunidade escolar e os próprios alunos participam e presenciam esse momento conflituoso.

sábado, novembro 22, 2008

Profissionais da Educação

Sou professora da rede municipal e da rede estadual de Alvorada há 6 anos. No município existe um plano de carreira ultrapassado e totalmente desatualizado, há mais de 20 anos. Nele consta que professor graduado em curso superior ganha 15% do salário base, anuênio de 3% e classe de 5% do salário base de R$638,00, por 20horas semanais, não contempla atualizações profissionais. Existe uma comissão de professores, com um representante de cada uma das escolas, que há mais de três anos trabalhando na sua reformulação com reuniões na sede do nosso sindicato – SIMA. Não sou sindicalizada, pois não acredito na atuação e eficácia do mesmo. A escola do município onde atuo é pequena e tem uma estrutura boa se comparada a do estado, pois temos biblioteca (embora precária), laboratório de informática (sem internet), laboratório de aprendizagem, refeitório, sala de vídeo e algumas salas possuem ventiladores no teto. A escola atende 490 alunos de 1ª a 4ª série e precisa de uma reforma ampla, principalmente devido à falta de espaço físico. Temos conselho escolar e conselho de classe (no estado somente da 5ª série em diante) mesmo assim há pouca participação da família na escola, aparecem na escola em dia de entrega de avaliações ou quando são chamados, alias esse é um dos pontos que precisa melhorar. Quanto aos conselhos escolares, o que observo é que normalmente são convocados as pressas e servem apenas para assinar documentos e aprovar decisões pré estabelecidas, sem muitos questionamentos. Quanto às relações entre professores e direção, acho que ainda estamos caminhando no sentido da construção de relações democráticas, ainda existe muito autoritarismo. As duas escolas não possuem orientação e supervisão, sendo assim quando surge algum problema são as professoras e equipe diretiva que procuram solucionar.
A escola do estado no qual atuo atende a mais de 3000 alunos e é mais precária do que a do município, já que uma das primeiras medidas da nossa governadora foi colocar todas as professoras em sala de aula, acabando com os setores: orientação, supervisão, biblioteca, laboratório de informática, laboratório de aprendizagem... A escola só piorou com as turmas lotadas devido a enturmação exigida pela mantenedora.
Quanto ao Plano de Carreira do Magistério Público Estadual (Lei n° 6.672/1974), acho que não dá garantias aos educadores, pois pode ser reformulado sem o consentimento dos profissionais da educação e também para termos promoção nas classes, os critérios são participação em cursos/seminários como ouvinte ou palestrante, publicações, merecimento ou por antiguidade na classe, o problema é que não podemos participar de cursos em horário de aula, pois não temos quem nos substitua, mesmo sendo um direito do professor ter esse espaço de tempo para qualificação.
Quanto a minha remuneração não considero justa, acho que não somos valorizados pelo papel que desempenhamos. Quanto ao piso nacional de R$950.00 também não considero justo, embora em algumas regiões do país onde há professores com baixíssimos salários seja um avanço.O pior é que na rede estadual o piso nacional virou um transtorno, pois a governadora alega não ter condições de pagar, nem de garantir que os professores possam cumprir 1/3 da carga horária fora da sala de aula e ameaça cortar as vantagens já adquiridas, alterando o plano de carreira do Magistério, deflagrando com isso uma reação imediata da categoria - a greve. Pena que a categoria não seja unida, mas felizmente ainda tem educadores que acreditam e lutam por melhores condições.
Quanto ao curso de pedagogia – PEAD no qual faço parte, que aliás, me considero uma heroína pela persistência apesar de todas as dificuldades em relação a tempo, incentivo...Tem contribuído muito para melhorar meu desempenho como educadora provocando reflexões sobre a minha prática e me dando uma estrutura mais sólida para discutir assuntos relacionados à educação.

Financiamento da Educação



Em relação ao financiamento da educação no Brasil, o valor anunciado aparentemente parece que ser bem significativo, mas será que é suficiente. Será que os valores anunciados são realmente aplicados? Será que existe transparência (como os políticos costumam falar) na aplicação desses recursos? Será que os valores anunciados não ficam apenas no papel ou coisa pior? Sempre ouvimos que a educação é uma prioridade entre as políticas públicas e que é dever da União, dos Estados e dos Municípios destinarem recursos para garantir uma educação de qualidade, se o discurso é tão favorável, então por que será que os professores são tão desvalorizados? Porque as escolas precisam buscar parcerias de bancos, como é o caso de muitas escolas da rede Estadual do nosso município ou realizar eventos com fins lucrativos para comprar algum equipamento ou realizar alguma melhoria nas suas dependências? Infelizmente são muitas as perguntas sem respostas.
Penso que apesar da Educação ter melhorado com a criação do FUNDEB, ainda estamos longe de uma educação digna, que de prioridade a qualidade e a valorização de educadores, mas como todo o educador sou movida pela esperança de um futuro melhor.

Capacidade X Afinidade

Sempre trabalhei com 1ª série (alfabetização) atual 2º ano, por considerar uma das séries mais gratificantes, pois se consegue ver claramente o desenvolvimento e avanço dos alunos. Porém sempre questionei o trabalho desenvolvido na pré-escola (1º ano), pois normalmente recebia alunos despreparados, sem o mínimo dos pré-requisitos esperados e ouvia das colegas que os alunos eram muito imaturos e por isso não conseguiam aprender. Este ano resolvi mudar, peguei um 1º ano e me surpreendi ao perceber que os alunos não são imaturos não, muito pelo contrário, eles são muito capazes, basta que sejam estimulados e desafiados. Infelizmente nas escolas existem muitos professores acomodados, desinteressados e desmotivados que escolhem turmas de pré-escola e 1º ano como uma forma de descanso, com o pensamento de que não precisam fazer nada, apenas levar os alunos para a pracinha, deixa-los brincar livremente e dar folhinhas prontas para eles pintarem, e olha que muitos são considerados ótimos professores. Aliás, essa é uma mentalidade das direções de escola que raramente avaliam o professor pela sua capacidade e sim pela afinidade, normalmente politica partidária.

O Poder da Gargalhada



O poder da Gargalhada para a saúde do nosso corpo.

Coração
Durante uma gargalhada o ritmo cardíaco acelera, podendo atingir 120 pulsações por minuto, provocando um aumento significativo na oxigenação de todas as células, tecidos e órgãos.

Pulmões
Durante uma gargalhada, a absorção de oxigênio pelos pulmões aumenta. A inalação de ar é mais profunda e a expiração mais forte. Essa ventilação pulmonar elimina o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais, promovendo uma "limpeza". Gargalhadas constantes produzem um aumento da capacidade e tonicidade pulmonar.

Músculos abdominais
Durante uma gargalhada os músculos abdominais são os mais trabalhados e funcionam como uma espécie de massagem para o sistema gastrintestinal, melhorando a digestão e todo o trabalho de excreção. Revigorando também todo o trabalho hepático.

Vasos sangüíneos
Com o maior bombeamento de sangue promovido pelo coração, os vasos sangüíneos dilatam-se, originando uma redução automática da pressão arterial. Acontece em paralelo um relaxamento muscular global.

Sistema imunológico
Durante a gargalhada, os níveis dos hormônios do estresse baixam. Com menos cortisol e adrenalina a circular no organismo, o sistema imunológico fortalece-se. Produzidas nos gânglios linfáticos e na medula óssea, as células de defesa do organismo não só aumentam em quantidade como também se tornam mais ativas. Destaque para os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos, e para os linfócitos T, que são verdadeiros rastreadores de vírus e/ou bactérias. Além destes, são também importantes a imunoglobina A, um anticorpo essencial no combate às infecções do foro respiratório, e as células NK (natural killers), que permitem destruir as células cancerígenas.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Alegria X Tristeza

A emoção da alegria expande o ego e contagia. A alegria é salutar, é desfrutar a vida com prazer e compartilhar com os amigos, parentes, entes queridos. Ter alegrias por suas vitórias, seus feitos e suas realizações é auto-estima. Os efeitos da alegria são impulsos fortalecedores da energia geral. Sendo a alegria uma emoção contagiante há tendência a aproximação física, toques, abraços afagos. Já a tristeza é a negação da alegria. Períodos longos de tristeza levam a depressão, baixa estima, baixa nos níveis de anticorpos e predisposições a infecções. As modificações corporais provocadas pela tristeza são menos evidentes do que as das demais emoções.

terça-feira, novembro 18, 2008

Projetos Temáticos

Relações Sociais e Afetivas da Vida Adulta

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Redefinição do Papel do Estado







Recentemente os professores da Rede Estadual de Alvorada que trabalham ou desejam trabalhar no próximo ano com turmas de 1º ano foram convocados pela 28ª Delegacia de Educação para uma formação. Ao iniciar a formação os professores foram surpreendidos pela proposta do governo, que apresentou
pequenos vídeos de três projetos de alfabetização: do Instituto Alfa e Beto, do GEEMPA e do Instituto Ayrton Senna. Segundo a 28ª os projetos já vem sendo aplicados em várias partes do Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul e contribuem para acabar com a reprovação escolar. Durante o encontro foi distribuído material de divulgação dos projetos para cada escola e dado três dias para pensar, sendo que a adesão não era obrigatória. Observei que alguns professores demonstraram interesse devido ao material que integra o projeto, mas a grande maioria se mostrou relutante, dizendo que os projetos não levam em conta a realidade do aluno e não possuem fundamentação teórica.
De acordo com que estudamos na Interdisciplina Organização e Gestão da Educação sobre: “Redefinição do Papel do Estado” essa é uma forma utilizada pelo Governo de transferir as suas responsabilidades na execução de políticas sociais para instituições privadas ao invés de construir políticas educacionais que proporcionem a qualidade. O Estado repassa parte do financiamento, e passa de executor a apenas avaliador e indutor da qualidade através da avaliação. A gestão democrática passa a dar lugar para a gestão empresarial.