Que neste Natal todos os nossos desejos se realizem.

A alfabetização é um processo especifico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. Já o letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, bem como o resultado da ação de usar essas habilidades em práticas sociais. É um processo de inserção e participação na cultura escrita que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se prolonga por toda a vida, com crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita.Alfabetização e letramento são processos diferentes, cada um com suas especificidades, mas complementares e inseparáveis, ambos indispensáveis. Penso que o desafio da escola é conciliar esses dois processos assegurando aos alunos a apropriação do sistema alfabético-ortográfico e condições possibilitadoras do uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita. Cabe a escola e aos profissionais que alfabetizam analisarem quais serão as condições aptas a garantir as aprendizagens, levando em conta, as experiências prévias dos alunos com a escolarização e sua familiaridade com a cultura escrita. É preciso aceitar o desafio de uma prática em que, assumindo uma postura dialógica com seus alunos, os professores possam contribuir para que eles cheguem à almejada competência e por conseqüência, ao uso criativo e critico das práticas sociais de leitura e escrita.
Infelizmente ainda hoje encontramos muito das filosofias Taylorismo e Fordismo estudadas na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação em nossas instituições de ensino como: currículo descontextualizado com conteúdos que não estão de acordo com a realidade dos alunos, onde não é respeitado o conhecimento prévio e se desconsidera as necessidades e interesses dos alunos, além de uma avaliação classificatória e excludente e também em alguns casos o poder e o autoritarismo ainda se fazem presentes.
Acredito que nos dias de hoje a história mostrada no filme: "Seu nome é Jonas" seria diferente, é verdade que ainda temos muito que avançar, mas atualmente as pessoas são mais esclarecidas sobre a surdez. Não que não exista preconceito ou dificuldades por parte da família em aceitar que tem um filho surdo, mas a tecnologia (Internet, celular...) e a própria mídia tem contribuído para evitar histórias como a de Jonas.
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a língua da comunidade surda brasileira e que possui a sua própria estrutura e gramática através do canal comunicação visual. Consiste de sinais que surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação, locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa Língua, um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, que como qualquer língua, também existem diferenças regionais. Em quase todas as cidades vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e convivem socialmente.
Na minha prática docente realizamos planejamento de curso e às vezes de unidade, mas na maioria das vezes apenas para cumprir uma formalidade, já que nem sempre ele é cumprido. Eu tenho diário, pois tenho por hábito planejar minhas aulas, acho importante para atingir os objetivos e não cair na improvisação. Não planejo da mesma forma como quando era estagiaria do magistério, onde haviam planejamentos de unidade e os planos de aulas eram bem detalhados, no meu diário registro apenas os conteúdos, as atividades desenvolvidas, os recursos utilizados. Quanto à avaliação, normalmente tenho um caderno aonde vou registrando dados que observo durante as aulas em relação ao desenvolvimento dos meus alunos. Eu não abandonei o diário, mas me considero uma exceção, pois percebo que a maioria das minhas colegas não possui diário. 
Comênio (1592-1670) acreditava que o homem, por ser dotado de razão, pode entender a si e a todas as coisas. Por isso, deve se dedicar a aprender e a ensinar. Ele concluiu que o mais importante na vida não é a contemplação e sim a ação, o "fazer".




No dia 27/05 estive presente na UFRGS juntamente com minhas colegas Lidiane e Joci para prestigiar e também participar do 5º Salão de EAD. Nosso grupo apresentou o PA (Projeto de Aprendizagem) “Elaborando projetos de aprendizagem à distância: gargalhada”, desenvolvido no semestre anterior nas interdisciplinas de Seminário Integrador e Projeto Pedagógico em Ação, sobre a supervisão da professora Luciane Corte Real. Fiquei muito nervosa durante a apresentação, apesar de minha presença ter sido figurativa. Minha intenção era apenas apoiar minhas colegas. Valeu a experiência, quem sabe na próxima oportunidade eu me sinta mais confiante e menos tímida e consiga participar ativamente da apresentação.
Ao escolher um aluno para o estudo de caso, me deparei com duas situações com diagnósticos semelhantes. Dois alunos com deficiências físicas, cujo diagnóstico é paralesia cerebral. A diferença entre os dois casos é a família, uma é bem comprometida, tenta de todas as formas melhorar as condições de vida do filho que faz tratamento desde os seis meses de idade e freqüenta a AACD três vezes por semana e que já caminha sozinho graças ao tratamento. A outra família age de forma negligente, só foi matriculado na escola por que a família foi pressionada, só freqüentou a AACD para ganhar uma cadeira de rodas, atualmente não faz nenhum tratamento, apresenta muitas dificuldades motoras e cognitivas, é totalmente dependente.