terça-feira, abril 27, 2010

Reflexão sobre o estágio - 2ª semana


A semana teve inicio com um trabalho em comemoração ao Dia do índio, além de fazer parte do currículo, acredito que é uma forma de desfazer pré-conceitos que predominam ao se falar dos povos indígenas, é a valorização da cultura indígena através da educação.A escola precisa ser um local de diálogo e aprendizado para que as vivências do corpo docente e discente respeitem as diferentes formas de vida e expressão cultural. Confesso que fiquei surpresa com os conhecimentos prévios dos meus alunos sobre o tema. Isso demonstra o quanto é importante oportunizar que os alunos demonstrem seus conhecimentos, que haja momentos de trocas, de interação. Para teóricos como Piaget, Vygotsky e Wallon o conhecimento se constrói a partir das trocas, das relações e as interações entre sujeito e o meio. O desenvolvimento depende das experiências oferecidas pelo meio e pelo grau de apropriação que o sujeito faz delas. É através da observação direta do meio e com a mediação do professor que o conhecimento vai sendo construído pelos educandos.
Como educadora tenho procurado incluir a música sempre em planejamentos, pois considero um importante recurso lúdico. Penso que a música contribui para integrar muitos componentes curriculares, além de ocasionar a socialização e o bem estar das crianças. Segundo Snyders (2008) “A música na sala de aula desempenha papel de atividade criativa e integradora do currículo escolar”.
Sempre procuro refletir sobre os trabalhos desenvolvidos na sala de aula, um exemplo é a atividade sobre a linha do tempo em que os alunos tinham que imaginar algo e desenhar, ela contribuiu para uma reflexão sobre a necessidade de incluir na prática pedagógica uma ligação com o fazer artístico do aluno, através de atividades que façam com que os alunos liberem a imaginação e criação. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais “A arte tem representado desde os tempos mais remotos uma atividade fundamental do ser humano que dela se vale para comunicar, simbolizar, expressar e compartilhar com seus semelhantes experiências, idéias e emoções. Sua importância esta na possibilidade de acionar ao mesmo tempo processos referentes tanto a sensibilidade quanto ao conhecimento sistematizado, articulando-se entre os imaginários e o real...” (BRASIL, 1997, p.8).
Outra coisa que considero importante é a necessidade em desenvolver atividades significativas para os alunos, que despertem o interesse e a vontade deles em participar das aulas.

terça-feira, abril 20, 2010

Estágio: 1ª semana

Senti-me um pouco nervosa ao iniciar a primeira semana de estágio, mas aos poucos fui me acalmando e tudo transcorreu normalmente. A princípio fiquei preocupada em vencer tudo que havia programado para a semana o que contribuiu para eu refletir que o planejamento deve ser flexível, que não tenho que me preocupar em vencer tudo que foi planejado, mas sim respeitar o ritmo dos alunos, pois cada um tem seu jeito particular e único de aprender.
Como educadora procuro sempre estimular a cooperação e a interação entre os alunos, fazendo com que eles se ajudem mutuamente, pois acredito que a aprendizagem acontece a todo o momento através da interação entre indivíduos. Com a minha turma de estágio isso já está acontecendo, normalmente os alunos que terminam mais rapidamente suas atividades pedem para ajudar os colegas que ainda não concluíram suas atividades. De acordo com Vygotsky, todo ser humano se constitui um “ser” pelas relações que estabelece com os outros seres humanos. O sujeito é interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais, o que permite a formação do conhecimento e da própria consciência. A aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes e valores a partir de seu contato com a realidade, com o meio ambiente e com pessoas.
Em todas as aulas procurei desenvolver atividades lúdicas, pois acredito que elas tornam a aprendizagem mais atraente e significativa. Enquanto as crianças brincam, elas se desenvolvem e se socializam.
De acordo com Ângela Meyer Borba (2007) “O plano informal das brincadeiras possibilita a construção e a ampliação de competências e conhecimentos nos planos da cognição e das interações sociais, o que certamente tem conseqüências na aquisição de conhecimentos no plano da aprendizagem formal”.

quarta-feira, abril 14, 2010

Projeto de Estágio


A tarefa de elaborar o projeto de estágio não foi nada fácil, não pela questão do planejamento, pois como educadora sei que qualquer atividade para ter sucesso é preciso ser planejada, o que me agoniou foi o curtíssimo prazo estipulado para a elaboração do mesmo.
Este ano estou trabalhando com uma turma de 1º ano e escolhi o tema “Identidade” por fazer parte do projeto pensado pelos professores da escola. Este tema possibilita desenvolver no aluno o conhecimento de si mesmo. Partindo da identidade do aluno e do seu cotidiano, é possível explorar as noções de tempo e espaço, tomando como base as relações que ele estabelece junto à família, na própria casa, na escola, na rua... É através de sua realidade que o aluno aprenderá a situar-se no mundo e no meio em que vive, conhecerá a relação existente entre ela e as pessoas, desenvolvera a capacidade de pensar historicamente, permitindo-lhe localizar-se dentro do contexto histórico. Acredito que abordando a história dos alunos, eles se identificaram mais facilmente como sujeitos históricos capazes de agir e transformar o mundo ao seu redor.
Entre os objetivos pensados ao elaborar o projeto destaco o de valorizar os conhecimentos dos meus alunos e de oportunizar momentos de pesquisa, pois segundo Paulo Freire “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Também tenho como objetivo propiciar momentos lúdicos, pois acredito que favorecem a aprendizagem e tornam as aulas mais atraentes e interessantes. De acordo com Vygotsky (1987), o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos.

terça-feira, abril 13, 2010

Gráficos sobre os conhecimentos dos alunos sobre uso do computador

Os gráficos abaixo demonstram o resultado da pesquisa que realizei com a minha turma para saber quantos alunos possuem computador e qual a forma de utilização do mesmo.



terça-feira, abril 06, 2010

Conhecimentos prévios dos alunos sobre o uso do computador

Mesmo sem ter recebido um retorno sobre a possibilidade de utilizar o ambiente informatizado durante o meu estágio, resolvi pesquisar entre os meus alunos quais os conhecimentos que eles possuem sobre o uso do computador. Iniciei perguntando a eles quantos possuem computador em casa, se os pais permitem que eles utilizem e que tipo de ferramenta utilizam . Dos dezenove alunos da turma, onze ainda não possuem computador em casa. Oito possuem, sendo que seis utilizam para jogos e dois revelaram que os pais não permitem que eles mexam. Perguntei para os que não possuem, se alguma vez já viram um computador, se já mexeram. Apenas um respondeu que costuma utilizar na casa de parentes para jogar, os demais nunca viram um computador de perto. Minha pesquisa em relação aos conhecimentos prévios de meus alunos acabou aguçando a curiosidade e interesse deles em conhecer de perto um computador e aprender a utilizar. Mencionei que a escola possui uma sala com computadores e que existe a possibilidade de utilizarmos, todos ficaram radiantes.
Espero que meus alunos realmente tenham a oportunidade de utilizar o ambiente informatizado, pois como certeza esse recurso contribuirá muito para aprimorar os conhecimentos e desenvolver o ensino/aprendizagem deles. De acordo com o texto “Revisando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de web 2.0” (COSTA e MAGDALENA) trabalhado na Interdisciplina Seminário Integrador VII, as tecnologias são usadas como meios que permitem a comunicação, as trocas e a realização de atividades em redes cooperativas de aprendizagens, capazes de superar a concepção linear e dicotomizada, ainda presente em grande parte das instituições escolares.

sábado, abril 03, 2010

Arquitetura pedagógica

Demorei em me decidir que tipo de arquitetura pedagógica poderia desenvolver com meus alunos, em função da minha escola ainda não ter definido se será disponibilizado o Laboratório de Informática para trabalhar com os alunos devido à falta de um profissional responsável pelo setor.
Minha intenção era incluir nessa arquitetura um momento de utilização de tecnologia em ambiente informatizado da escola, uma vez que, nos estudos realizados na interdisciplina Seminário Integrador (Eixo VII), o autor Bianchetti, afirma que uma escola ou um curso virtual de formação baseia-se no teletrabalho, tendendo a substituir a presença física pela a participação na rede eletrônica e pelo uso de recursos (programas e materiais) que favoreçam a construção conjunta (cooperativa).
A idéia de arquiteturas pedagógicas surge como uma inovação pedagógica que se impõem diante das novas necessidades sociais. O uso de arquiteturas pedagógicas favorece o processo de ensino-aprendizagem, a interação, a cooperação e a investigação para a busca de soluções para questões consideradas significativas para os educandos, desenvolvendo com isso a autonomia.

terça-feira, março 30, 2010

Reflexão sobre a educação

As primeiras atividades solicitadas para o estágio supervisionado foram abrir um wiki no pbworks, após elaborar um mini curriculum vitae na front page e depois criar páginas com link no side bar com a apresentação da escola e da turma e também um esboço da arquitetura pedagógica que será aplicada durante o estágio.
Ao realizar a atividade da apresentação da escola e da turma confesso que fiquei decepcionada ao me dar por conta do quanto na educação às coisas demoram a acontecer, às vezes até acontecem, se comemora, mas depois é esquecido, é adiado, acaba...
Enquanto a tecnologia avança num piscar de olhos, a educação caminha a passos lentos e por incrível que pareça às vezes até retrocede, como é o caso da minha escola que ganhou um laboratório de informática com trinta computadores novinhos com Internet super rápida, pena que funcionou apenas no ano de inauguração com aulas quinzenais devido à quantidade de alunos. Depois disso ficou fechado por falta de um professor especializado para atender os alunos, isso por que o governo determinou que nenhum professor poderia ficar fora de sala de aula. Fala-se tanto em investimentos e melhorias da educação, mas não consigo enxergar essas mudanças, na escola não tem laboratório de aprendizagem, não tem pessoal especializado para atender crianças com necessidades especiais, o laboratório de informática encontra-se fechado com apenas 18 computadores, entre outras coisas. A propaganda é bonita, como diz o ditado é a alma do negócio, mas a verdade é que faltam investimentos, falta manutenção, falta vontade e lamentavelmente acaba faltando até motivação por parte dos professores diante do descaso geral.

terça-feira, março 23, 2010

Inicio do Eixo VIII

Todo o início de semestre dá aquele friozinho na barriga, pois esse não podia ser diferente, pelo contrário é maior, já que entramos na reta final do nosso curso. Parece que foi ontem que iniciamos o curso, mal dá para acreditar que estamos no último ano do curso do PEAD.
Estamos iniciando o Eixo VIII que corresponde ao estágio. Na verdade a impressão que eu tenho é que sempre estivemos em estágio, pois nosso curso se mostrou diferente desde o primeiro momento, já que muitas vezes relacionamos os trabalhos com nossa prática, muitas atividades solicitadas pelas interdisciplinas ao longo do curso foram aplicadas na turma em que atuávamos.
Esse semestre (Eixo VIII - estágio) tem como objetivo não só o cumprimento do que é determinado por lei, é também um momento importante para que possamos por em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, vivenciar experiências e também estabelecer uma relação entre a teoria estudada e a prática.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

2010 – Ano de enfrentar medos e superar desafios

Iniciei o ano enfrentando o maior de todos os meus medos, o de fazer uma cirurgia com anestesia geral. Nunca tive coragem, na verdade vinha adiando a tempo, tinha medo por ser alérgica e ter pressão alta, mas as dores na barriga cada vez mais frequentes devido a salpingite crônica (obstrução nas trompas) e hidrossalpinge (dilatação das trompas) fizeram com o que eu tomasse coragem. No dia 12/01/2010 às 20 horas me submeti à cirurgia e graças a Deus deu tudo certo. Infelizmente não foi possível corrigir o problema, foi preciso remover as trompas, pois estavam muito dilatadas e grudadas ao intestino. A cirurgia me causou um alivio muito grande, pois além de resolver um problema que me causou dores e sofrimento durante anos, enfrentei e superei meu grande medo. Ainda estou em processo de recuperação que leva de 6 a 8 meses, mas as dores diminuíram consideravelmente.
Esse ano promete, já enfrentei um desafio e ainda virão outros, já que estamos na resta final do curso do PEAD, com estágio supervisionado e trabalho de conclusão.
Como se não bastasse tudo isso, provavelmente terei que mudar de residência, pois o proprietário da casa onde moro faleceu repentinamente e a família quer vender o imóvel. Como não tenho dinheiro pra comprar vou ter que ir morar nos fundos da casa da minha mãe, isso é que é desafio difícil. Seja o que Deus quiser.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

terça-feira, dezembro 22, 2009

Mensagem de Natal

Que neste Natal todos os nossos desejos se realizem.



terça-feira, novembro 10, 2009

Narrativa Infantil


Adorei realizar a atividade solicitada pela Interdisciplina de Linguagem e Educação que consistia em solicitar que uma criança em fase inicial de escolarização contasse uma história para ser analisada a partir do texto “Tem um monstro no meio da história” (GURGEL, 2009); o vídeo: Pensamento Infantil – A narrativa da criança, disponível no site da Revista Nova Escola e do áudio: Narrativa de um adulto, disponibilizado pela Interdisciplina.
Eu escolhi o aluno Leonardo (Leonardo, 5 anos, aluno da pré-escola) que me contasse uma história, ele começou a cantar a música da aranha. Perguntei se ele sabia uma historinha, ele disse que não sabia, que só sabia a da aranha. Pedi que ele lembrasse de alguma história que a professora havia contado, ele respondeu que só sabia uma de lobisomem. Eu disse que adora histórias de lobisomem, pedi que contasse, ele sorriu e começou a contar.

Um dia a minha mãe, ela viu o lobisomem horroroso, ele era bem peludo e tinha um bicão assim ó e uns dentes bem grandão assim ó. Daí ela se assustou e depois ela correu pra minha casa e faz de conta que ela dormiu e o lobisomem comeu ela, comeu toda ela, comeu a cabeça todinha. Ele foi embora e levou os ossos para o seu filhinho comer e terminou a história. (Leonardo, 5 anos, aluno da pré-escola)

De acordo com o texto estudado, antes mesmo de começar a falar a criança já consegue entender histórias contadas por adultos, elas ajudarão a criança a compor um repertório de imagens, nomes e roteiros para utilizar mais tarde. A narrativa é a primeira estrutura da oralidade que a criança tem contato em seu dia-a-dia e é considerado um elemento fundamental para moldar e estimular a atividade mental.
A criança possui um mundo próprio, povoado de fantasias e de sonhos, mas convivem com um mundo cheio de realidades adultas que nem sempre podem entender. Na narrativa as crianças misturam realidade e fantasia, pois a distinção entre ficção e realidade ainda está em desenvolvimento nesta fase.
Acredito que a história (discurso narrativo) seja o mais importante alimento do imaginário infantil. Narrar histórias possibilita o trânsito entre a fantasia e a realidade. Estimula na criança sua criatividade, imaginação e formas de expressão corporal, proporcionando um ambiente de aprendizagem rico em estímulos sensoriais e intelectuais que lhe da segurança emocional e psicológico, além de criar e alimentar o hábito da leitura.
Fiquei encantada com essa atividade, pois trabalho com 2º ano e nessa fase as crianças costumam reproduzir as histórias de acordo com o que elas ouvem, não misturam mais realidade e fantasia. Isso me fez refletir o quanto é importante contar histórias e estimular a oralidade da criança. É uma pena que muitos professores e pais negligenciem ou desconheçam essa necessidade, pois só iremos formar crianças que tenham uma relação prazerosa com a literatura se propiciarmos a elas, desde muito cedo, um contato frequente e agradável com o livro e com o ato de ouvir e contar histórias.
Com essa atividade conquistei o aluno Leonardo, que todos os dias vai me visitar e me dar beijos, e diz que sou uma professora querida.

Segunda tentativa da 1ª Versão do banner da EJA

terça-feira, novembro 03, 2009

Alfabetização e Letramento

A alfabetização é um processo especifico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. Já o letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, bem como o resultado da ação de usar essas habilidades em práticas sociais. É um processo de inserção e participação na cultura escrita que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se prolonga por toda a vida, com crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita.Alfabetização e letramento são processos diferentes, cada um com suas especificidades, mas complementares e inseparáveis, ambos indispensáveis. Penso que o desafio da escola é conciliar esses dois processos assegurando aos alunos a apropriação do sistema alfabético-ortográfico e condições possibilitadoras do uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita. Cabe a escola e aos profissionais que alfabetizam analisarem quais serão as condições aptas a garantir as aprendizagens, levando em conta, as experiências prévias dos alunos com a escolarização e sua familiaridade com a cultura escrita. É preciso aceitar o desafio de uma prática em que, assumindo uma postura dialógica com seus alunos, os professores possam contribuir para que eles cheguem à almejada competência e por conseqüência, ao uso criativo e critico das práticas sociais de leitura e escrita.

domingo, novembro 01, 2009

Currículo Integrado

Infelizmente ainda hoje encontramos muito das filosofias Taylorismo e Fordismo estudadas na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação em nossas instituições de ensino como: currículo descontextualizado com conteúdos que não estão de acordo com a realidade dos alunos, onde não é respeitado o conhecimento prévio e se desconsidera as necessidades e interesses dos alunos, além de uma avaliação classificatória e excludente e também em alguns casos o poder e o autoritarismo ainda se fazem presentes.
Atualmente, entende-se a escola como instituição social, plural, produtora de valores de conhecimentos políticos, culturais e sociais. Neste contexto, torna-se indispensável desenvolver a educação por meio da troca de conhecimentos, visando uma melhora na qualidade de ensino.
A interdisciplinaridade é um processo que busca ser instrumento de transformação e deve ser posto em prática de forma que possibilite corrigir distorções, enfatizar aspectos, vincular-se dinamicamente a realidade que o circunda. É um ato de troca, de reciprocidade entre as disciplinas.
É importante que os alunos compreendam a existência de relações entre as diferentes áreas do conhecimento e como elas se completam, e que, por meio da realização de estudos interdisciplinares, é possível encontrar explicações mais satisfatórias sobre fenômenos sociais e naturais.
É necessário que o professor se aproprie do conhecimento, que saiba organizá-lo e articulá-lo, sendo, dessa forma, competente na sua prática pedagógica. É preciso despojar-se de preconceitos questionando os valores arraigados no consciente e transcendendo a busca da objetividade necessária que possibilite a compreensão global da realidade, e que sejam contempladas no trabalho curricular nas salas de aula e escolas as questões sociais de vital importância e os problemas cotidianos.

domingo, outubro 18, 2009

Analise do Filme: Seu nome é Jonas

Acredito que nos dias de hoje a história mostrada no filme: "Seu nome é Jonas" seria diferente, é verdade que ainda temos muito que avançar, mas atualmente as pessoas são mais esclarecidas sobre a surdez. Não que não exista preconceito ou dificuldades por parte da família em aceitar que tem um filho surdo, mas a tecnologia (Internet, celular...) e a própria mídia tem contribuído para evitar histórias como a de Jonas.
Em relação à escola, lógico que não seria igual ao filme, ninguém iria amarrar as mãos de uma criança, proibindo-a de fazer uso da língua de sinais, mas caso seja matriculada em uma escola de ensino regular, infelizmente ela corre o risco de não evoluir, pois apesar da lei garantir o acesso de crianças portadoras de necessidades especiais, a maioria das escolas não possui professores especializados na área, nem mesmo profissionais que auxiliem os professores, mostrando toda a fragilidade da educação. Assim como no filme a família precisa buscar recursos para evitar que seu filho não evolua e que a história de Jonas não se repita.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Lingua de Sinais

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a língua da comunidade surda brasileira e que possui a sua própria estrutura e gramática através do canal comunicação visual. Consiste de sinais que surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação, locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa Língua, um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, que como qualquer língua, também existem diferenças regionais. Em quase todas as cidades vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e convivem socialmente.
Eu pessoalmente não conheço nenhuma pessoa surda, nunca tive nenhum tipo de contato a não ser agora trabalhando na interdisciplina. Penso que as pessoas surdas são pessoas como outra qualquer, ser surda não significa que ela seja incapaz. Devido a sua deficiência ela pode ter dificuldades para realizar algumas atividades, mas por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Ser surdo é falar com as mãos, é perceber o mundo, esse universo de barulhos, principalmente através da visão e isso as tornas diferentes e não necessariamente deficientes. Apesar de todo o avanço tecnológico ter contribuído bastante para a vida dos surdos, e de existir leis especificas que asseguram direitos aos mesmos, penso que o caminho ainda é de muita luta, principalmente para que essas leis deixem de existir apenas no papel e sim que sejam aplicadas na prática.
Pesquisando descobri que se eu fosse conversar com uma pessoa surda o correto seria dirigir-me diretamente a ela, e não a seus acompanhantes ou intérpretes e também que devo tomar alguns cuidados ao interagir com ela, como: falar diretamente com a pessoa de forma clara, pronunciando bem as palavras, num tom de voz e velocidade normal, a não ser que a pessoa peça para falar mais devagar ou mais alto; ao falar fazer com que a boca esteja bem visível para facilitar a leitura labial; ficar num lugar iluminado para conversar com ela, evitando ficar contra a luz, para não dificultar a visão do rosto; se souber alguma língua de sinais, tentar usar, caso ela não compreenda, avisará; ser expressivo ao falar, pois as expressões faciais, os gestos ou sinais e o movimento do corpo são excelentes indicações do que se quer dizer; ao conversar manter sempre o contato visual, pois se desviar o olhar, a pessoa pode pensar que terminou a conversa; nem sempre a pessoa surda tem boa dicção se houver dificuldade em entendê-la é só pedir que ela repita; caso seja necessário eu posso me comunicar através de bilhetes, já que a forma que eu vou utilizar não importa, o que importa de fato é se comunicar. Eu acho a Língua de Sinais fascinante, pois além de ser um facilitador para a aprendizagem dos surdos, ela expande seus horizontes.

domingo, setembro 27, 2009

Planejamento

Na minha prática docente realizamos planejamento de curso e às vezes de unidade, mas na maioria das vezes apenas para cumprir uma formalidade, já que nem sempre ele é cumprido. Eu tenho diário, pois tenho por hábito planejar minhas aulas, acho importante para atingir os objetivos e não cair na improvisação. Não planejo da mesma forma como quando era estagiaria do magistério, onde haviam planejamentos de unidade e os planos de aulas eram bem detalhados, no meu diário registro apenas os conteúdos, as atividades desenvolvidas, os recursos utilizados. Quanto à avaliação, normalmente tenho um caderno aonde vou registrando dados que observo durante as aulas em relação ao desenvolvimento dos meus alunos. Eu não abandonei o diário, mas me considero uma exceção, pois percebo que a maioria das minhas colegas não possui diário.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Reflexão sobre a EJA


“... a Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma divida social não reparada para com os que não tiveram acesso a e nem domínio da escrita e leitura... Fazer a reparação desta realidade, dívida inscrita em nossa história social e na vida de tantos indivíduos, é um imperativo e um dos fins da EJA porque reconhece o advento para todos deste principio de igualdade”. (BRASIL, 2000).

Apesar de muitas lutas, acordos e leis, a EJA ainda tem um longo caminho a percorrer até se tornar um direito constituído e assumido pelos governos.Idéias antigas como “erradicação do analfabetismo” ainda acompanha as ações que se implementam pelo Brasil afora, o que demonstra que ainda há muito a fazer para se superar o caráter de campanha e avançar na construção de uma política pública que se sustente para além de único governo.
Acredito que o EJA já conseguiu um avanço significativo em relação a sua história, no entanto, ainda tem muitos desafios para superar como: o avanço da expansão nas redes públicas de ensino, a conscientização dos governos municipais e estaduais sobre a importância e necessidade de se investir na EJA, a necessidade de se investir na formação dos professores...