
"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!" (Mahatma Gandhi)
Agora é seguir em frente, perseverante como sempre para conquistar a maior de todas as vitórias, a tão sonhada formatura.



No dia 27/05 estive presente na UFRGS juntamente com minhas colegas Lidiane e Joci para prestigiar e também participar do 5º Salão de EAD. Nosso grupo apresentou o PA (Projeto de Aprendizagem) “Elaborando projetos de aprendizagem à distância: gargalhada”, desenvolvido no semestre anterior nas interdisciplinas de Seminário Integrador e Projeto Pedagógico em Ação, sobre a supervisão da professora Luciane Corte Real. Fiquei muito nervosa durante a apresentação, apesar de minha presença ter sido figurativa. Minha intenção era apenas apoiar minhas colegas. Valeu a experiência, quem sabe na próxima oportunidade eu me sinta mais confiante e menos tímida e consiga participar ativamente da apresentação.
Ao escolher um aluno para o estudo de caso, me deparei com duas situações com diagnósticos semelhantes. Dois alunos com deficiências físicas, cujo diagnóstico é paralesia cerebral. A diferença entre os dois casos é a família, uma é bem comprometida, tenta de todas as formas melhorar as condições de vida do filho que faz tratamento desde os seis meses de idade e freqüenta a AACD três vezes por semana e que já caminha sozinho graças ao tratamento. A outra família age de forma negligente, só foi matriculado na escola por que a família foi pressionada, só freqüentou a AACD para ganhar uma cadeira de rodas, atualmente não faz nenhum tratamento, apresenta muitas dificuldades motoras e cognitivas, é totalmente dependente. 
Reflexão
O filme Clube do Imperador me fez refletir sobre as atitudes de muitos professores e diretores de escolas, pois nosso dia-a-dia nas escolas muitas vezes nos deparamos com situações em que se agi com a emoção ao invés da razão, pois é muito comum nas escolas usar como justificava para o desvio de conduta ou de comportamento de alunos o fato dele ter um situação de vida difícil, como: “ coitadinho...”, o pai bebe; ninguém se preocupa com ele; a ele é assim por que mora na vila ou então que ele é vitima das injustiças sociais. Infelizmente essa atitude muitas vezes serve apenas para camuflar o fracasso da escola. Acredito que na vida existem dois caminhos, cada um escolhe o seu caminho a seguir.
“O caráter do homem é o seu destino”.
Desenvolvi com a minha turma (2º ano) a mesma atividade que realizamos na aula presencial da disciplina de Questões Étnico-Raciais na Educação. Distribui alguns espelhos para os alunos e pedi que eles se observassem, logo em seguida distribui uma folha e pedi que se desenhassem. Depois em duplas, pedi que ficassem de frente um para o outro e se observassem calmamente, procurando ressaltar as características de cada um como: cabelo, olhos, pele... Após pedi que desenhassem o colega, salientando todas as características observadas.
Relato de Experiência
Fazia pouco tempo que eu havia iniciado como educadora na rede Estadual e fui chamada pela direção no final do mês de abril para ser informada que receberia em minha turma de 1ª série um aluno com necessidades especiais. Este aluno já havia passado por todas as turmas de 1ª série da escola, sendo rejeitado por todas as minhas colegas professoras, consideradas experientes e graduadas. Senti-me muito insegura, mas conversei com a minha turma para que não houvesse preconceito e ele foi recebido com muito carinho, ele era uma criança muito alegre, o sorriso estava sempre estampado no rosto.
O aluno apresentava deficiência física, segundo a mãe, ele teve uma parada respiratória ao nascer, precisou realizar muitas cirurgias e só começou a caminhar depois dos 5 anos, assim mesmo com muita dificuldade. Ele era atendido pela AACD uma vez por semana.
A mãe era uma pessoa séria, e tratava o filho com muita frieza, o que me levava a pensar que ela o rejeitava. Sempre que eu tinha oportunidade de conversar com ela, eu ouvia seus lamentos, era visível em seu semblante que não aceitava sua condição de vida.
Ao contrário do que todos pensavam, o comprometimento motor e a dificuldade de fala que ele apresentava não o impediam de aprender, ele era muito esperto e esforçado. Eu nunca o tratei diferente, pelo contrário exigia muito dele, lógico que sempre respeitando suas limitações.
Próximo ao final do ano foi questionado por algumas colegas da 2ª série, se ele seria aprovado, respondi que sim, afinal ele estava alfabetizado, então os olhares se cruzaram, com um ar de reprovação. Para evitar problemas e falatórios pedi que a vice-diretora e uma colega que o avaliassem. E elas confirmaram a aprovação.
No ano seguinte, mais ou menos um mês depois de ter iniciado as aulas, perguntei a professora dele na frente de todas as minhas colegas (as mesmas que o rejeitaram) como ele estava e a resposta foi que ele era um excelente aluno, dedicado, esforçado, melhor do que muitos alunos considerados normais.
Depois de tentar sem sucesso resolver os problemas apresentados no meu computador, por sugestão da professora Íris baixei o Mozilla, no inicio até resolveu o problema do gmail, do blog e do pbwiki, mas aos poucos começou a trancar. Seguindo a sugestão da Vanessa tentei restaurar o sistema, mas não consegui, a página aparecia em branco. Cansada e não sabendo mais o que fazer, no dia 9 chamei um técnico. No dia 15 ele veio até a minha casa e tentou durantes horas e horas, mas não descobriu o problema, teve que levar minha CPU. Dois dias depois ele me ligou, disse que precisaria formatar meu computador, que não tinha outro jeito. Segundo ele o que danificou o sistema foi um programa que baixou durante a atualização do Windows, um tal de “service 3”, já para a Microsoft ao qual ele recorreu pedindo suporte técnico, o problema pode ter sido um vírus. 
A aula presencial da disciplina de Questões Étnico-Raciais através da atividade em que tínhamos que nos observar no espelho e ressaltar nossas características me fez refletir sobre algo que até algum tempo atrás me incomodava muito, um preconceito meu, o meu sobrenome “Bartikoski”, herdado de minha mãe e de origem polonesa. Durante muitos anos tive vergonha, principalmente na escola, pois sempre era motivo de piada ou risos. Sempre torcia para que não fosse mencionado, tanto que quando me casei, não pensei duas vezes em trocar meu sobrenome, pelo contrario me senti aliviada. Com o passar do tempo mudei meu pensamento, acho que amadureci, hoje tenho orgulho e até pesquisei sua origem, fiz uma árvore genealógica da família da minha mãe, e infelizmente descobri que o sobrenome não é o original, pois quando os ancestrais da minha mãe chegaram ao Brasil, vindos da Polônia, o sobrenome foi modificado “aportuguesado” para facilitar a pronuncia e a escrita. Ainda não sei qual é a escrita original, mas tenho vontade de descobrir algum dia. Hoje tenho o maior cuidado ao trabalhar com meus alunos seu nome e o sobrenome, não permitindo jamais que seja motivo de risos, procuro sempre ressaltar sua importância e origem, fazendo com que sintam orgulho de sua história.


No final de semana, quando me senti melhor fui dar inicio as minhas atividades e descobri que meu computador estava com problemas, tinha acesso a Internet, mas não conseguia fazer “login” em nada, no gmail não aparecia o bate-papo, ao editar o meu pbwiki, a página aparecia em branco, no blog não aparecia à tecla login e o rooda eu não tinha acesso. Fiquei enlouquecida, novamente desnorteada. E eu que pensava que o pior havia passado. Pedi socorro via e-mail, a professora Íris até tentou me ajudar, mas foi inútil.
Lendo o texto “Organização Curricular da Escola e Avaliação da Aprendizagem” solicitado pela Interdisciplina Organização da Escola, descobri que existem outras formas de organização curricular prevista, não lembro de ter lido nada a respeito, também não lembro de ter sido comentado na escola. Apesar disso não acho que o currículo da minha escola precisa sofrer modificações, poderia hipoteticamente ter turno integral para atender a comunidade escolar carente, mas infelizmente a escola não dispõe de espaço físico. Em relação à avaliação também não acho que precisa ser modificado, pois apesar da escola possuir regime seriado, ela adota em sua avaliação o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo ensino-aprendizagem.
Trabalho desenvolvido na Interdisciplina de Organização e Gestão da Educação sobre Financiamento da Educação.
Considerações: